Como o coronavírus (COVID-19) afeta as grávidas e os bebés?
¿Cómo afecta el coronavirus a las embarazadas y los bebés?
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Como o coronavírus (COVID-19) afeta as grávidas e os bebés?

A pandemia provocada pelo coronavírus COVID-19 suscitou preocupação em toda a população. São especialmente preocupantes os grupos mais vulneráveis, como os idosos e as crianças. A seguir, encontrará resposta às perguntas mais frequentes sobre como esta doença afeta as grávidas e os bebés.

Redação Bebitus
de Redação Bebitus
Qua, 2020-04-15 15:11 Thu, 04/16/2020 - 18:04

Se estiver grávida, corro mais riscos de contrair a Coronavirus (COVID-19)?

Os estudos realizados até agora pela Organização Mundial da Saúde (OMS) não sugerem que as mulheres grávidas corram mais perigo de sofrer uma infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 (conhecida como a doença COVID-19), do mesmo modo que não são mais propensas a contrair outras doenças víricas como a gripe.
 

No entanto, devido às alterações fisiológicas causadas pela gravidez, as mulheres grávidas podem ser mais afetadas por algumas infeções respiratórias.
 

Por isso, é importante que tome precauções para se proteger contra a COVID-19 e contacte o seu centro de saúde se tiver sintomas tais como febre, tosse ou dificuldade em respirar.

Como posso proteger-me da COVID-19 durante a gravidez?

Se está grávida, deve seguir as mesmas medidas de prevenção para evitar uma infeção como o resto da população:

 

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão.
  • Desinfetá-las com um desinfetante para mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, no nariz e na boca.
  • Não sair de casa a menos que seja absolutamente indispensável.
  • Manter uma distância de segurança mínima de 1,5 metros das outras pessoas na rua ou em espaços públicos.
  • Cobrir a boca e o nariz com um lenço de papel ou com o braço dobrado ao tossir ou espirrar. Deitar fora o lenço usado imediatamente.

A COVID-19 afeta os bebés?

Estudos médicos realizados até à data mostram que é possível que as pessoas de qualquer idade sejam infetadas e transmitam o vírus, incluindo os bebés e as crianças. No entanto, são as pessoas mais velhas que têm mais probabilidades de desenvolver complicações graves.
 

De acordo com o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), as crianças constituem uma proporção muito pequena dos casos de Covid-19 registados. Apenas 1 % de todos os doentes com Covid-19 têm menos de 10 anos e 4 % têm entre 10 e 19 anos. As crianças parecem ter as mesmas probabilidades de serem infetadas que os adultos, mas com um risco muito menor de desenvolver sintomas ou uma doença grave.
 

No entanto, em caso de dúvidas, consulte sempre o seu pediatra ou médico de família.

Posso contagiar o meu bebé que ainda não nasceu ou recém-nascido com a COVID-19?

Ainda não se sabe se uma mulher grávida com COVID-19 pode transmitir o vírus ao seu bebé durante a gravidez ou o parto. A OMS garante que, até à data, não foram encontrados vestígios deste vírus nas amostras do líquido amniótico ou do leite materno.
 

De todas as formas, no caso de suspeitar de que possa estar contaminada, contacte o seu centro de saúde. Na maioria dos países, as mulheres grávidas são um dos grupos que têm prioridade para a realização de testes de rastreio.

Devo continuar a ir às consultas e exames da minha gravidez? Preocupa-me expor-me a um contágio.

As consultas pré-natais são muito importantes para garantir a saúde da mamã e do futuro bebé, bem como os exames de diagnóstico e de imagem (análise ao sangue, ecografias, etc.). O seu médico irá dizer-lhe a que consultas deve ir e os cuidados que deve ter para reduzir o risco de contágio. É importante não faltar às consultas sem aviso prévio para poder continuar a fazer um correto seguimento da gravidez.

Devo ir às urgências se sentir contrações? É seguro dar à luz num hospital? Receberei a atenção necessária?

Tal como relembram as instituições como a Harvard Medical School, os principais hospitais europeus estabeleceram sistemas de triagem rápidos nas urgências e circuitos específicas para dar resposta às urgências médicas não relacionadas com a COVID-19.
 

Se sentir contrações ou qualquer outro sintoma relacionado com a sua gravidez que requeira atenção urgente, contacte o seu centro de saúde ou o seu hospital de referência e irão indicar-lhe os passos a seguir. Os centros sanitários adotaram medidas especiais de precaução durante os procedimentos médicos e hospitalizações, como por exemplo, a restrição das visitas a um só acompanhante devidamente protegido.

Devo deixar de amamentar o meu bebé durante a fase da pandemia da COVID-19?

O aleitamento materno, sempre que seja possível, é a melhor forma de alimentar um bebé nos seus primeiros anos de vida. Além disso, não foi detetado que o vírus transmite-se através do leito materno. Pelo que, por agora entidades como a UNICEF recomendam manter o aleitamento materno, já que os seus benefícios se sobrepõem a qualquer risco de contágio, mas consulte sempre o seu médico previamente.
 

Si tiver dado positivo para a COVID-19 ou tiver sintomas compatíveis com a doença, o seu médico irá indicar-lhe as precauções a seguir. Por exemplo, usar uma máscara e lavar as mãos antes e depois de tocar no seu bebé, bem como desinfetar os biberões, extratores de leite, tetinas e outros artigos de aleitamento materno.

Tenho de ter alguma precaução especial com os produtos que comprar para o meu bebé (biberões, tetinas, chupetas, etc.)?

Os estudos realizados pelo Departamento de Saúde e Serviços Sociais dos Estados Unidos da América (NIH) indicam que o coronavírus COVID-19 pode permanecer ativo nas superfícies durante algumas horas ou até vários dias. O tempo depende de diferentes aspetos como o tipo de material, a temperatura ou a humidade ambiental.
 

Os produtos de puericultura vêm sempre adequadamente embalados e é muito pouco provável que o seu conteúdo tenha estado exposto à COVID-19 durante o seu fabrico, ou que o vírus sobreviva depois de dias ou semanas de armazenamento e transporte.
 

Para uma maior segurança, quando comprar produtos para o seu bebé numa farmácia ou loja online, pode limpar a superfície da embalagem com álcool ou outro produto desinfetante para eliminar qualquer possível vírus. A seguir, lave as mãos com água e sabão antes de abrir a embalagem e manipular o produto.

O isolamento pode afetar a saúde do meu bebé? Deveria levá-lo à rua?

A recomendação geral nos países mais afetados pela pandemia da COVID-19 é manter o isolamento social, evitando sair de casa exceto quando é imprescindível. Como regra geral, os bebés e as crianças devem seguir esta norma.
 

É possível que os bebés e as crianças respondam de diferentes formas ao stresse gerado por esta nova situação. Podem tornar-se mais dependentes, aborrecidos ou agitados, e ter algumas regressões como molhar a cama ou recusarem-se a comer sozinhos.
 

Para o evitar, é recomendável manter as rotinas e os horários habituais, na medida do possível, ou estabelecer novos padrões adaptados à situação atual. Por exemplo, fazer trabalhos escolares, organizar atividades e jogos em casa, manter o contacto com a família e os amigos por meio de telefone ou videoconferência, etc.

Devo explica o que é a COVID-19 aos meus filhos ou são demasiados pequenos?

Os bebés e as crianças são muito recetivos ao que acontece ao seu redor e ocultar-lhes informação poderia angustiá-los ainda mais. A UNICEF recomenda utilizar palavras adequadas à sua idade, procurar explicar-lhes qual é a situação e as medidas que todos devemos adotar para nos proteger. Na Internet pode encontrar materiais de apoio como vídeos ou cómics sobre o coronavirus para crianças.

Não há qualquer indicação de que o VIDOC-19 afecte em particular as mulheres grávidas e os bebés. Devem seguir as mesmas precauções que a população em geral.
As visitas e testes de acompanhamento da gravidez programados devem continuar a ser frequentados. Se tiver alguma dúvida, contacte o seu médico.
Não há provas de que o VIDOC-19 seja transmitido da mãe para o feto à nascença ou através do leite materno. Se tiver sintomas, contacte o seu médico.
Por agora, a recomendação é continuar a amamentar sempre que possível para mães e bebés saudáveis, e com medidas especiais de higiene no caso de um dos dois estar infectado ou apresentar sintomas compatíveis.
Os centros de saúde garantem cuidados de saúde a mulheres grávidas e em trabalho de parto, embora possam ser aplicadas medidas de precaução adicionais, tais como a limitação do número de acompanhantes e de visitas durante a hospitalização.
Na medida do possível, tente manter a rotina diária com os seus filhos pequenos (adaptada às medidas de confinamento) e lidar com a situação da forma mais normal possível, para não os stressar.